Silfos ou gnomos tocam?
Roçam nos pinheirais
Sombras e bafos leves
De ritmos musicais
Ondulam como em voltas
De estrada não sei onde
Ou como alguém que entre árvores
Ora se mostra ou esconde
Forma longínqua e incerta
Do que eu nunca terei...
Mal oiço e quase choro.
Por que choro não sei.
Tão tênue melodia
Que mal sei se ela existe
Ou se é só o crepúsculo,
Os pinhais e eu estar triste.
Mas cessa, como uma brisa
Esquece a forma aos seis ais;
E agora não há mais música
Do que a dos pinheirais.
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